quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Doação de órgãos: um ato de amor

OPINIÃOJORNAL A NOTÍCIA - Joinville/sc29 de setembro de 2010. | N° 902


Afinal, sempre dei o meu melhor em tudo

ALFREDO LEONARDO PENZ, PROFESSOR E MESTRE EM EDUCAÇÃO E CULTURA



Somos tão ricos e nem percebemos o quanto. Nossa riqueza está tão perfeitamente distribuída, que, às vezes, não nos damos conta de que Deus nos proporcionou a maior de todas as graças: a oportunidade de viver. As faculdades de ver, respirar, trocar ideias e intenções com nossos pares nos completam como seres humanos, dando possibilidades de desenvolvimento. Entretanto, assim como Ele nos deu tal oportunidade, um dia teremos que deixá-la.
Quando partirmos, deixaremos uma riqueza incalculável: além das nossas ações e contribuições para o próximo, para a comunidade e para a humanidade, deixamos também nosso corpo material. Este, sim, de valor inestimável. Nosso coração, córneas, pulmões, rins, fígado, pâncreas, entre outros órgãos, não têm preço. Eles deixam de nos pertencer. Porém, o Criador também nos deu a oportunidade de avalizar todo este tesouro e proporcionar àquelas pessoas que estão na fila dos transplantes a possibilidade de uma vida melhor. Depende de nós direcionarmos o que nos ajudou a bombear nosso sangue, a enxergar, a respirar, de contribuir para o bem-estar dos outros, por meio de um ato de amor e de caridade: a doação de órgãos.
Em um bate-papo com meu irmão pela internet, perguntei-lhe se era a favor ou contra a doação de órgão. Sua resposta foi a seguinte: “Pode pegar tudo, velho. Está aí para ajudar alguém. Não vou mais usar mesmo”.
A maior riqueza da doação de órgãos está na oportunidade de fazer feliz aquele que sofre, além da sua família, pois todos sofrem com a angústia e a impossibilidade direta de ajudar. Quantos corações “mal batidos”? Quantos olhos sem enxergar? Quantas horas de diálise podem ser suplantadas com a doação? Qual a alegria de saber que o outro terá, a partir da sua doação, uma vida saudável?
Depende de nós. É por meio do simples desejo e da enorme vontade de amar o próximo, que podemos fazê-lo, avisando nossos familiares que, após a nossa “partida física”, continuaremos ajudando aqueles que necessitam. A felicidade do receptor é incalculável só em saber que há possibilidade de receber um órgão salvador. Mais do que uma vida, é o seu próprio milagre.

Infelizmente, alguns ainda acreditam que, ao prestar contas após esta vida, devemos nos apresentar completos. Tal pensamento deve ser mais bem ordenado. A ação da natureza se encarrega da decomposição do corpo.

Quanto à minha posição, creio que ficou bem clara. É a mesma do meu brother: “Pode pegar tudo. Está aí para ajudar alguém. Não vou mais usar”. Afinal, sempre dei o meu melhor em tudo. O que não consegui, tentarei mais adiante consertar. 

Mestre Alfredo Leonardo Penz













alfredopenz@yahoo.com.br




domingo, 26 de setembro de 2010

DOE ÓRGÃOS NA XV e em qualquer lugar


















Multiplique vidas


Excelente participação dos parceiros Associação Pais e Amigos de Crianças Portadoras de Neoplasia, Hemosc/SC Blumenau, Secretaria Municipal da Saúde, Programa Municipal de DST, HIV/AIDS e Hepatites Virais (SAE-SMS-PMBlumenau), Centro Acadêmico de Enfermagem da FURB, Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do Hospital Santa Isabel e ASCOM HSI.
Jorge, Hélio e Chacho transplantados, Reinaldo em fila.

Secretaria Municipal de Saúde e Casa de Apoio Crianças Portadoras Neoplasia

Importantíssimo apoio e divulgação pela imprensa da região de Blumenau.


Grupo Hércules e CIHDOTT Santa Isabel - Fisioterapeuta, Enfermeira e Psicóloga.  

Gratificante e empolgante a receptividade, compreensão e carinho do povo Blumenauense presente na Rua XV no Sábado (25/09/10) pela manhã.


Secr. Mun. Saúde, SAE, Hemosc, SC Transplantes :) e CAENF Furb.

Todas as expectativas foram superadas e o sentimento de dever bem cumprido ficou latente para todas as Entidades e pessoas participantes. Parcerias foram firmadas e outras solidificadas.




Obrigado!





sábado, 25 de setembro de 2010

Convite 27 de Setembro ViaVida

Um livro, um filho ou uma árvore?

DIA NACIONAL DE DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS
Um livro, um filho ou uma árvore?

Uma Doação de múltiplos Órgãos e Tecidos é a última chance de alguém deixar marcada a sua passagem por este mundo. Sem as implicações inerentes às três opções anteriores, bastando deixar bem claro para a Família, o desejo de ser Doador.

A família enlutada terá sua dor desviada para cumprir o derradeiro desejo deste ente muito caro. O fará com muita nobreza e com esperança de salvar outras famílias em situação quase semelhante, muito próximas da mesma perda. 

Deve-se avisar aos seus próximos o quanto antes, se possível hoje.

As mortes passíveis de se transformar em várias vidas não ocorrem com aviso prévio, muito menos em horários  adequados. Se isto não ocorre na maioria dos óbitos, muito menos nos que levam à Morte Encefálica. Estes acontecem num acidente de trânsito besta - o jovem filho foi comprar pão de moto e não voltou - , num traumatismo com causa inaceitável  - queda de árvore ou bicicleta, atropelamento por um motorista embriagado - , ou num acidente vascular cerebral - sofrido por um jovem empresário de manhã cedo no caminho do trabalho, por exemplo. Por isto a decisão e a comunicação devem ser feitas agora.

Há cerca de 65 mil pessoas atualmente registradas no cadastro nacional aguardando por  um órgão. As filas de espera aumentam gradativamente, mas não há aumento na mesma proporção de doadores. Na maioria dos casos, porque as famílias se negam a doar os órgãos do parente que teve morte encefálica e não se declarou ser Doador. A falta de preparo das equipes que atuam nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI's) contribui da mesma forma com os índices divergentes.

Existem países que só reconhecem como receptores aqueles se declararam doadores. Em outros considera-se que todos os condenados à morte são doadores. No Brasil todos podem ser receptores e apenas os que a família concorda poderão ser doadores.

Imite alguns dos grandes artistas e deixe seu grande acervo fazendo sucesso, mesmo depois de sua partida.

Um livro, um filho ou uma árvore?
Ou uma Doação?

O Grupo Hércules:
cuja atividade inicial, em 2002, era orientar sobre a Hepatite C, doença que geralmente torna indispensável a realização de um transplante em quem é portador do vírus. Com a doença vinculada à necessidade de uma doação de órgãos, o Grupo trabalha também para incentivar as doações, desde 2008.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Homenagem ao Kakalo assassinado pela hepatite C


23/09/2010


Por favor, ajude a divulgar!

Este texto foi escrito pela filha do poeta e compositor Mario Lago, Graça Maria Lago, relatando a absurda morte de seu irmão Kakalo (Luiz Carlos Lago) por decorrência da hepatite C, denunciando que por falta de campanhas de alerta e detecção, pelo menos em quem recebeu transfusão de sangue antes de 1993, os infectados estão morrendo sem saber que estavam com uma doença potencialmente fatal.

Mario Lago foi o autor de sambas populares como "Ai, que saudades da Amélia" e "Atire a primeira pedra".  Graça, espero que o texto seja a "primeira pedra" que atinja em cheio os responsáveis pela vigilância epidemiológica deste nosso Brasil para que, independentemente do partido político que estiver no poder deixe de existir a omissão em relação à falta de campanhas de detecção dos mais de três milhões de brasileiros infectados nas hepatites e que não sabem que estão doentes, como aconteceu estupidamente com teu irmão.

Não consigo compreender se tal omissão é por incapacidade da gestão dos últimos vinte anos ou, se realmente acreditam que escondendo o problema das hepatites conseguem acreditar que o mesmo não existe.  O primeiro alerta foi realizado por editorial da Folha de São Paulo em 10 de agosto de 1992 ( www.hepato.com/materias/00_1982_alerta.html  ) e, passados 18 anos pessoas como Kakalo continuam morrendo estupidamente por falta de políticas públicas que enfrentem a maior epidemia já existente no Brasil.

Graça, vamos gritar, berrar, denunciar, reivindicar a falta de ações por parte do governo sem aceitar qualquer tipo de censura que possa nos calar.  Se nada for feito de forma urgente para diagnosticar e tratar os aproximadamente 4 milhões de brasileiros infectados com hepatite C, até 1 milhão deles terão na próxima década o mesmo destino que o teu irmão.  Se ficarmos calados estaremos sendo coniventes com o maior genocídio da historia do Brasil!

Meus parabéns pelo teu texto e ficamos solidários na tua dor e indignados com a pasmaceira dos gestores públicos que deveriam cuidar das hepatites no Brasil.

Carlos Varaldo
Presidente do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite
Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite


Kakalo assassinado pela hepatite C

FUI!*

"Meu irmão,
cada gota de sangue em teu sangue
é sangue bom..."

Pior que não era; não no final dos anos 70, onde essa história começa. No carro, iam Kakalo, Inácio e Tupiara, os três nos seus 20 e poucos anos, ninguém de cinto de segurança, que não era obrigatório (nem existia!). Na pancada violenta com outro carro que atravessou a estrada e parou, Kakalo foi arremessado contra o vidro, jugular e aorta seccionadas, a vida se esvaindo rapidamente na hemorragia. Deu a sorte de encontrar uma pessoa solidária, que abriu lugar no banco de trás do seu carro e o levou para um hospital de beira-estrada ali de São Gonçalo. Deu a sorte de encontrar um médico adoravelmente louco, discípulo de Pitanguy, que acreditou nas suas poucas chances de sobrevivência e caprichou na sutura. Saiu daquela com bem disfarçados 360 pontos no rosto e pescoço e seis litros de sangue novinho no corpo. 

Vinte e cinco de agosto de 2010. Às 11 da noite, em choque hipovolêmico, causado por uma brutal hemorragia digestiva, Kakalo dá entrada no Hospital da Lagoa. Foi encontrado pela manhã, em Saquarema, e levado a um hospital de Bacaxá, onde eram nulas as possibilidades de atendimento. A transferência para o Rio soou para nós, seus irmãos, como um alívio. Ia dar tudo certo. Mais uma vez - seria a terceira -, Kakalo ia driblar a "velha senhora".

Depois das providências iniciais - que incluíram a reposição do sangue perdido, plasma para combater a falta de coagulação, noraadrelanina para estabilizar a pressão e ene outros procedimentos -, os médicos levantaram a hipótese de uma doença grave e antiga do fígado. Diante da nossa perplexidade, perguntaram se ele bebia. Claro que sim; era, como nós, boêmio. Mas daí a ter uma hepatopatia grave! Mas, quem sabe?. Nenhum de nós se lembrou do acidente.

No dia seguinte, a hipótese se confirmou em um diagnóstico mais atemorizante: o fígado estava destruído pela cirrose; o esôfago, tomado por grossas e frágeis varizes; os rins tinham parado. Mais perplexidade. Até um pouco de raiva do Kakalo, que nunca comentou o problema, nunca reclamou de uma dorzinha no fígado, que nunca deu uma dica de que estava mal. Nenhum de nós se lembrou do acidente.

Como uma prece, o caçula, Mariozinho, fez o samba cuja introdução melódica reproduzia os sons do CTI e os versos chamavam Kakalo para a vida, exaltando o sangue bom que se sobrepunha à hemorragia.

"Meu irmão,
cada gota de sangue em teu sangue
é sangue bom..."

Nos 20 dias de internação, não sei exatamente quando um de nós (que também não sei qual foi) se lembrou do acidente e dos salvadores seis litros de sangue daqueles idos de 1977. A charada começava a ser desfeita.

Até 1992, quem se via obrigado a tomar uma transfusão ou plasma ficava exposto a uma sortida variedade de vírus, da Aids às hepatites B e C. Entrava para um grupo de altíssimo risco. Mas ninguém sabia disso; não havia controle do sangue doado. Para o Kakalo, coube o vírus da Hepatite C (HCV), que se desenvolveu nele como na maioria dos portadores: silenciosamente, sem desconfortos, sem sinais.

A grande maioria dos pacientes de Hepatite C não apresenta sintomas; a fase aguda passa despercebida. Às vezes,  tem alguma coisa, mas parece uma gripe forte. Assim, mais de 80% dos contaminados desenvolverão Hepatite C crônica e suas sequelas. Só descobrirão ao tentarem doar sangue ou quando, por alguma razão ou sorte, um médico solicitar o exame de Marcadores de Hepatite. O mais provável é que a descoberta só aconteça junto com as devastadoras complicações da doença, como a cirrose e o câncer de fígado.

Essas complicações podem aparecer décadas após a contaminação e, pior, também se desenvolver lenta e silenciosamente. Cerca de 40% dos pacientes com cirrose são assintomáticos. Quando surgem os sinais, a doença já está em fase muito avançada.

Segundo o site www.hepcentro.com.br, apesar dos esforços em conter a epidemia, especialmente com a realização de exames específicos em sangue doado, a hepatite C é uma ameaça crescente, que exige medidas adicionais de prevenção e tratamento.

Não sei quais as medidas preconizadas pelo site, mas tenho uma sugestão: que, na anamnese de seus pacientes, os profissionais da saúde (alopatas, homeopatas, dentistas, médicos do trabalho, terapeutas etc.) incluam a pergunta 'Tomou transfusão de sangue antes de 1992?'. Sem o questionamento direto, acho difícil que antigos transfundidos tragam o assunto à baila - quem vai se lembrar?; quem vai imaginar que umas gotas de sangue pingadas na veia há 30 anos possam matar?

Mas, se algum antigo transfundido leu este texto até o fim, aconselho que procure um médico e peça o exame de Marcadores de Hepatite. É uma providência que vale ouro; ou vale vida. Kakalo era de pouco ir ao médico. Mas, certamente, teria uma outra história se há quatro anos, quando sofreu um AVC e se viu forçado a encarar um tratamento especializado, o neurologista tivesse feito a pergunta que levaria à descoberta da hepatite C. Por falta dela, e apesar de todo o aporte oferecido e do empenho de médicos, enfermeiros e demais profissionais do Hospital da Lagoa, Kakalo morreu no dia 14 de setembro, aos 57 anos, depois de quatro hemorragias causadas pela cirrose. Trinta anos depois, a hepatite C fez barulho e cobrou a conta.



*"Fui!" era uma expressão característica do nosso irmão Kakalo, registrado em cartório como Luiz Carlos. Que saudade!

Graça Maria Lago

terça-feira, 21 de setembro de 2010

XII Campanha Nacional de Doação ABTO

Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos


ABTO prossegue no propósito de esclarecer a população sobre os assuntos da Doação de Órgãos e Tecido para Transplantes na sua XII Campanha. Com uma genial imagem composta por duas digitais sobrepostas ilustra o slogan "Deixe sua marca, multiplique vidas".
O monitor com a linha horizontal  também pode sugerir que a retirada tem tempo ideal para acontecer. Aí deve-se lembrar que, para se ganhar tempo é muito importante, a família ser avisada (hoje mesmo) sobre o desejo do Doador.
Também sugere com muita propriedade que se esclareçam tabus e mitos existentes em "Informação, a maior amiga da Doação de Órgãos" e nas 10 perguntas mais frequentes sobre o tema. São citados assuntos como venda de órgãos, coma x morte encefálica, organização e segurança da fila de espera.


Parabéns e obrigado!


Disk Saúde 0800 61 1997
Sistema Nacional de Transplantes (61) 3306-8212
ABTO (11) 3283-1753/3262-3353
SC Transplantes 0800 643 7474

DOE ÓRGÃOS NA XV

Solidariedade muda paisagem do centro de Blumenau

O sábado de sol que a previsão do tempo por enquanto confirma para o próximo fim de semana é um convite para a população sair de casa. Quem aceitar dar uma passeada pelo centro de Blumenau vai encontrar uma paisagem diferente do início da manhã até o começo da tarde, alterada pela Solidariedade.
Voluntários do Grupo Hércules uniram integrantes da Secretaria Municipal de Saúde, Programa Municipal de DST, HIV/AIDS e Hepatites Virais, da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do Hospital Santa Isabel, do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Blumenau (Hemosc),acadêmicos do curso de Enfermagem da Universidade Regional de Blumenau (Furb), da Associação Pais e Amigos das Crianças Portadoras de Neoplasia  e outras entidades interessadas, em uma ação para a divulgação da doação de órgãos e transplantes de fígado. Será no dia 25 de setembro, das 8h às 13h.
Dois Sentimentos - Paulo Govêa 

Um dos objetivos do Grupo é lembrar à população o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, comemorado no dia 27 de setembro. Além de esclarecimentos sobre doação de órgãos, nas tendas dispostas na praça Dr. Blumenau e em frente a Catedral São Paulo Apóstolo serão oferecidos testes rápidos de HIV, verificação de pressão arterial e orientações gerais sobre saúde.
Os integrantes do Grupo Hércules, que coordenam a ação, são transplantados cuja atividade inicial, em 2002, era orientar sobre a Hepatite C, doença que geralmente torna indispensável a realização de um transplante em quem é portador do vírus. Com a doença vinculada à necessidade de uma doação de órgãos, o Grupo trabalha também para incentivar as doações, desde 2008. “O transplante é uma técnica de alta complexidade, financiada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que precisa cada vez mais de doadores. É preciso educar e esclarecer a população desde cedo sobre a doação de órgãos”, diz a coordenadora do Grupo Hércules em Blumenau, Olga Marcondes.
Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos
Campanha 2010

Há cerca de 65 mil pessoas atualmente registradas no cadastro nacional aguardando por  um órgão. As filas de espera aumentam gradativamente, mas não há aumento na mesma proporção de doadores. Na maioria dos casos, porque as famílias se negam a doar os órgãos do parente que teve morte encefálica e não se declarou ser Doador. A falta de preparo das equipes que atuam nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI’s) contribui da mesma forma com os índices divergentes. “É necessário que os hospitais disponham de equipes preparadas para realizar a captação de órgãos”, reforça Olga. Uma vida para quem doa é muito. Mas uma vida para quem espera é tudo.

Serviço:
Ação pelo Dia Nacional da Doação de Órgãos
Data: 25 de setembro
Hora: 8h às 13h
Local: Praça Dr. Blumenau e em frente à Catedral São Paulo Apóstolo



quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Mais um triunfo para os pacientes do Rio de Janeiro!

Farmácia Estadual de Medicamentos Especiais - 
RIO FARMES



Comunicamos que neste domingo dia 19 de setembro, às 10.00 horas, com a presença do Ministro da Saúde e do Secretário Estadual da saúde, estará sendo inaugurada a nova Farmácia Estadual de Medicamentos Especiais - RIO FARMES, na Rua Julio do Carmo, s/n°, Cidade Nova (Estação Praça 11 do Metro), na cidade do Rio de Janeiro.

Foi uma velha luta conseguirmos que uma farmácia decente fosse construída, desde quando ela estava na Rua Moncorvo Filho que denunciávamos as péssimas condições de atendimento, onde os pacientes ficavam na rua, na chuva.

O Grupo Otimismo está orgulhoso de ser autor das denuncias no Ministério Público, o que desencadeou a abertura do processo na Justiça Federal, obrigando o Ministério da Saúde a repassar R$. 750.000,00 para contribuir na construção do novo prédio, sendo o restante do investimento de responsabilidade do estado.

Estaremos lá, porque sempre batemos, mas quando atendem (em geral a contragosto) devemos comparecer para bater palmas.  Estão todos convidados!

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo
www.hepato.com

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS NA XV

DIA NACIONAL DO DOADOR DE ÓRGÃOS E TECIDOS EM BLUMENAU


Devido ao Dia Nacional do Doador de Órgãos (27 de Setembro) estamos organizando uma Campanha de divulgação na Rua XV de Novembro em Blumenau, no Sábado 25 /09 de manhã. Basearemos as ações na Praça Dr.Blumenau e em frente a Escadaria da Catedral.
Contamos (até agora) com o apoio do Curso de Enfermagem da FURB, DST, HIV/AIDS e Hepatites Virais e  Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de Blumenau, Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes do Hospital Santa Isabel, Hemosc, Associação Pais e Amigos das Crianças Portadoras de Neoplasia, e esperamos por outras.
Campanha da ABTO 2009

Participe!

Blumenau é referência Estadual e Nacional em Captação de Órgãos e em Transplantes,
mas poderemos melhorar ainda mais este quadro.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

WALTER CANDIDO DE OLIVEIRA

WALTER - ARTISTA E TRANSPLANTADO HEPÁTICO


A ilustração abaixo foi feita pelo colega Walter Candido de Oliveira de Piçarras/SC, no Paint Brush (da Microsoft).

Ele foi transplantado em Janeiro de 2008 e sua vontade é colaborar com a Doação de Órgãos e Tecidos. A idéia é ajudar para que outras pessoas não passem pelo que ele passou, e que vivam como ele vive hoje: mais feliz e mais saudável.
É pura gratidão!


27 de Setembro - Dia Nacional do Doador de Órgãos e Tecidos
"Conscientização" Walter - Piçarras/SC


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

ERONG SUL 2010

ERONG SUL NA JOAQUINA EM FLORIANÓPOLIS
Hino Nacional e Rancho de Amor à Ilha (Hino de Fpolis/SC)

O Grupo Hércules SC, anfitrião e organizador do III Encontro de OSCs de Hepatites Virais e Transplantes Hepáticos do Sul do País - III ERONG SUL - 2010, agradece a todos os participantes e aos apoiadores abaixo:

ACADEMIA POWER FIT;  AIGA - ALIANÇA INDEPENDENTE DE GRUPOS DE APOIO;  ALESC - ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE SC; ARANTE - BAR E RESTAURANTE;  CES/SC - CONSELHO ESTADUAL DE SAÚDE/SC;  PNHV -DEPTO DST, HIV/AIDS E HEPATITES VIRAIS/MS;  DIVE/SC - DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA/SES/SC;  GERÊNCIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA /SMS/FLORIANOPOLIS;  IVA/VOL - INSTITUTO VOLUNTÁRIOS EM AÇÃO;  JOAQUINA BEACH HOTEL;  JF/SC – JUSTIÇA FEDERAL DE SC;  MPF/SC – MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL/SC; MULTIART - COMUNICAÇÃO VISUAL;  PEHV/SC - PROGRAMA ESTADUAL DE HEPATITES VIRAIS /DIVE/SES /SC;  PEHV/PR - PROGRAMA ESTADUAL DE HEPATITES VIRAIS/SESA/PR;  PMF/FL - PREFEITURA MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS;  RADIO CBN BLUMENAU - REDE FRONTEIRA DE COMUNICAÇÃO; RG CONTADORES ASSOCIADOSROTARY CLUB AMIZADE – FLORIANÓPOLIS;  SANTUR - SANTA CATARINA TURISMO;  SC TRANSPLANTES – CNCDO /SES/SC; PMHV/CHAPECÓ/SC -  SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE CHAPECÓ/SC;  SES/SC - SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE/SC;  SESA/PR - SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE /PR;  SMS/FL - SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE/PMF;  SEP 17RS/PR – 17ª REGIONAL DE SAÚDE LONDRINA/PR;SUPERMERCADOS MAGIA;  e todos que de alguma forma nos apoiaram.



Movimento Social se faz com trabalho e respeito
É difícil mas não é impossível trabalhar com as diferenças e isto ficou provado neste ERONG.
Muito obrigado a todos os Palestrantes, participantes, MBHV, RNPHV+BR, amigos de apoio, São Pedro, familiares.
Saudades e até o IX ENONG. 
Arante - Pântano do Sul


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

CAMPANHA DE VACINAÇÃO DE HEPATITE B

FLORIANÓPOLIS LUTA CONTRA O PRECONCEITO E CONTRA O VÍRUS DA HEPATITE B

Informação é o melhor remédio, mas a Vacina é fundamental
Foi realizada Campanha de Vacinação contra Hepatite B e Tétano no dia 31 de Agosto de 2010 no espaço entre o mercado Público Municipal e o Terminal Integrado do Centro (TICEN) numa iniciativa da Comissão Municipal de AIDS (CMAIDS) aproveitando a Semana da Diversidade.
A vacina da Hepatite B é feita em três doses e previne uma patologia que não tem cura, de tratamento difícil e permanente.
Ela pode levar à Cirrose Hepática, ao Câncer de Fígado e ao Transplante de Fígado.

A vacina é indicada também aos transplantados hepáticos.

Mariana, um transplantado e portador de hepatite C e o Jaques 

PAIXÃO POR CARROS E PELA VIDA

A HISTÓRIA DE UM DOADOR DE ÓRGÃOS QUE SABIA DA SUA MORTE NO ASFALTO

Os detalhes continuam:

1. A FAMÍLIA ATENDEU O ÚLTIMO DESEJO DE SEU FILHO...

2. NA CARTEIRA DE IDENTIDADE DE TODOS OS MEMBROS DA FAMÍLIA CASALI CONSTA:
"NÃO-DOADOR DE ÓRGÃOS E TECIDOS." PORÉM TODOS SÃO ASSUMIDAMENTE DOADORES.

Na Entrevista Familiar a família será consultada e só ela pode aprovar ou não a retirada de Órgãos ou Tecidos, independente do que está informado na Carteira de Identidade.

3. COM A DOAÇÃO DA FAMÍLIA ELE PASSOU DE VÍTIMA A DOADOR.

E do Subtenente Osnildo Porto: "LAMENTAMOS QUANDO A PESSOA MORRE NO LOCAL E NÃO PODEMOS FAZER MAIS NADA PARA SALVÁ-LA"

E nem para salvar os pacientes em Fila de Espera para Transplantes.

ENTREVISTA FAMILIAR

A DIFÍCIL ARTE DE LEVAR CONFORTO E SALVAR OUTRAS VIDAS
Esta série de reportagens esta surpreendendo por tocar em pontos muito importantes nas questões de Captação e Doação de Orgãos e Tecidos: os detalhes.
A frase da Enfermeira Milene sobre o reconhecimento "...de familiares que doaram órgãos é mais gratificante", é uma informação incomum na mídia (apesar de ser fato corriqueiro nas CIHDOTTs), mostra que o objetivo primeiro da Entrevista Familiar é levar conforto à família enlutada. Família que perdeu alguém muito querido de forma inesperada e, não raro, trágica. 
O trabalho desta equipe exemplar pode ser facilitado em muito se o acolhimento ao paciente e à família  na Emergência, Internação ou qualquer porta de entrada de uma casa de Saúde, for mais atencioso e humano. Se a família for informada com clareza e honestidade sobre o andamento das ações curativas, no instante seguinte em que elas estejam sendo executadas, ela terá a certeza de que o Hospital é seu parceiro e está fazendo todo o possível para salvar a vida de seu ente querido.

Outra maneira muito fácil de facilitar este trabalho, complexo e com tempo restrito, é informar em vida aos seus familiares que é Doador de Órgãos e Tecidos.

As negativas familiares serão menos frequentes, os transplantes aumentarão e as Filas de Espera diminuirão.