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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Eventos Doação

Principais eventos 

Referentes ao Dia Nacional da Doação de Órgãos - 27 de Setembro, com participação do Grupo Hércules SC:



Blumenau/SC:

Caminhada Pela Doação de Órgãos
Organizador: Grupo Hércules
Data/Horário: 24/09, Sábado - 10:00h
Local: Praça Dr. Blumenau
Informações: Rubens (47) 9982-0409 / Fernando (48) 9938-8336 astroblu08@gmail.com
Divulgue e Participe


9º Encontro Anual de Transplantados Hepáticos - Missa
Organizador: Hospital Santa Isabel (HSI)
Data/Horário: 27/09, Terça-feira - 15:00h
Local: Colégio Sagrada Família

Tubarão/SC:

1º Seminário de Doação e Captação de Órgãos e Tecidos
Organizador: CIHDOTT do Hospital Nossa Senhora da Conceição
Data/Horário: 27/09, Terça-feira - Das 08:00 às 17:00h
Local: Auditório do HNSC

Florianópolis/SC

Campanha de Divulgação da Doação de Órgãos e Tecidos
Organizador: Grupo Hércules SC
Data/Horário: 01/10, Sábado - das 10:00 às 13:00h
Local: Mercado Público Municipal/Ticen
Informações: Fernando (48) 9938-8336 astroblu08@gmail.com
                    Anna        (48) 9959-7417 gru_hercules@yahoo.com.br
Divulgue e Participe





Imagens: http://www.abto.org.br/abtov02/portugues/populacao/home/download.aspx








quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Enchente em Blumenau e a CIHDOTT/HSI

Comunicação recebida da CIHDOTT do Hospital Santa Isabel de Blumenau (HSI):

"Estão suspensos todos atendimentos da CIHDOTT do Hospital Santa Isabel de Blumenau, pois o Rio transbordou e já não há acesso para chegar até lá. As consultas que estavam marcadas serão remarcadas posteriormente. Não saiam de suas cidades, pois o acesso é só por bote...Inclusive, nós os funcionários fomos dispensados para podermos tomar conta de nossas famílias e casas.
Enf.: Solange."
O Grupo Hércules torce para que, muito em breve, a chuva pare e o rio comece a baixar.
Imagem: O Grupo Hércules desconhece a autoria da imagem, caso alguém saiba, favor nos comunicar.

                                         







terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Solidariedade

Esta postagem é uma reprodução do ESPECIAL sobre Doação de Órgãos e Tecidos publicado no Jornal Diário do Litoral (DIARINHO) de Itajaí/SC, edição de 31 de Janeiro de 2011, de autoria do Jornalista e Editor de Política Cláudio Eduardo de Souza.


Nosso muito obrigado a eles, à Enfermeira Milene, à Sra Mônica Sutil, à Sra Glaucimeri Amorim, aos colegas Luiz Carlos Amorim e Zé Agostinho Felício. E a todos que de alguma forma estão envolvidos na Doação de Órgãos, Tecidos e Células para Transplantes. 
 


Solidariedade

Milhares de vidas salvas
O primeiro transplante em Santa Catarina foi realizado em 1978. Desde então três mil pacientes que estavam na lista de espera já receberam órgãos ou tecidos de outras pessoas. Em média, 80% dos transplantes de rins, fígado e coração foram bem sucedidos
 

Ato de amor de doar faz ressurgir a vida

O DIARINHO ouviu a história de envolvidos em todas as etapas do processo de doação de órgãos e tecidos em Itajaí

FOTOS E TEXTOS: Cláudio Eduardo   


Somente o “sim” é capaz de transformar em alegria o que até então era só tragédia. Em 2010, a comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos (CIHDOTT) do hospital Marieta Konder Bornhausen de Itajaí foi autorizada por 62 famílias a retirar os órgãos após a morte do paciente. Número maior que no ano anterior, em que foram realizadas 41 captações. A estatística parece positiva, no entanto, representa apenas a metade dos que foram abordados e acabaram, por razões diversas, não autorizando a doação.
Quando o marido morreu, Mônica Castelini Sutil tinha todos os motivos pra não aceitar a retirada dos órgãos. A dona de casa de 40 anos sabia que Joel Coelho Sutil, 37, tinha registrado na carteira de identidade que não era doador. “Quando a enfermeira me perguntou, deu um baque e fiquei um pouco em dúvida. Lembrei do que ele colocou no documento. Mas depois me recordei que eu brincava dizendo que não adiantava nada ele ter colocado que não era doador, porque seria eu quem decidiria”, lembra Mônica.
Joel morreu de traumatismo craniano, vítima de uma queda, aparentemente, insignificante. Ele perdeu um afilhado e, quando foi ao velório ver o corpo, desmaiou. “Ele bateu com a cabeça na calçada. Foi internado num dia e três dias depois faleceu”, conta a dona de casa. Hoje, Mônica tem orgulho da decisão que tomou há dois anos. “Algumas pessoas me criticaram, mas eu não quis saber. Pensei que era melhor ajudar alguém do que deixar tudo apodrecer no caixão”, defende.
Ao final, a dona de casa soube o destino dos órgãos do marido. O coração foi pra Curitiba (PR), os rins pra Blumenau e o globo ocular pra Florianópolis. “Nos primeiros meses eu tinha muita vontade de saber quem estava com os órgãos dele. Eu passava pelas pessoas e pensava que poderia ser qualquer um que eu encontrasse pelas ruas. Hoje, já não imagino mais isso. O fato de saber que ajudei alguém já é suficiente”, destaca Mônica, orgulhosa de sua decisão.
E o exemplo veio de casa. “Meu pai sempre quis ser doador, sempre deixou bem claro que era pra retirar tudo que pudesse ser aproveitado pra salvar outra pessoa. E quando ele morreu, nós autorizamos também”, lembra a dona de casa. Ela diz que a corrente não para por aí. A única filha que teve com Joel apoiou a mãe na decisão de doar os órgãos do pai e já sabe que, se algo inesperado acontecer, ela deve autorizar a captação dos órgãos de Mônica. “Não conheço a angústia de quem está na fila, mas imagino que não seja fácil. Acho que todos devemos nos colocar no lugar deles”, conclui Mônica.
Mônica ignorou o que dizia na Identidade do marido e autorizou a captação.
ABORDAGEM

Hospital luta contra a desinformação dos parentes

Milene Aparecida Machado é quem tem a dura tarefa de abordar os familiares enquanto eles ainda choram pela morte do possível doador. Aos 47 anos, ela é a enfermeira que coordena a CIHDOTT do hospital Marieta Konder Bornhausen. “Procuro dar informações e apoio à família. Por mais que já faça esse trabalho há bastante tempo, sempre me coloco no lugar dos parentes”, afirma Milene. Mesmo emotiva, a enfermeira sabe que tem de segurar os sentimentos na hora do momento trágico. A missão dela é buscar a alegria de quem está na fila de espera por um transplante. “Alguém que morre por falência cerebral pode salvar pelo menos oito pessoas”, destaca.
Hoje, Milene não conhece a dor de quem ela aborda, só imagina. Entretanto, ela já provou a sensação de quem recebe um órgão. “Meu primo sofreu um acidente e ficou cego. Pra voltar a enxergar, estava na fila de transplante. No dia em que ele voltou a ver, percebi o quanto o trabalho que eu faço muda a vida de uma pessoa”, relata com a voz embargada de emoção. Ao falar do reconhecimento da profissão, a enfermeira não demonstra tanta altivez quanto deveria. Mas, no fundo, ela deve se encher de orgulho da tarefa que realiza todos os dias, imaginando a felicidade de quem recebe o novo órgão.
A grande luta de Milene é contra a desinformação. Ela busca alertar os familiares pra que autorizem a retirada dos órgãos. Mas nem todos concordam. Segundo dados do CIHDOTT, 37% negam a captação por não saberem o desejo do paciente, 20% ficam indecisos e 17% não autorizam porque o paciente se manifestou contra a doação quando estava vivo. “Como a doação só é realizada com o consentimento da família, pedimos que as pessoas conversem sobre o assunto e manifestem o interesse em doar. Esse é o melhor caminho pra aumentarmos o número de doações e salvarmos mais vidas”, apela a enfermeira que realiza esse trabalho de captação, em Itajaí, há mais de cinco anos.
A Enfermeira Milene coordena os dois lados da Doação.
Confira:
Transplantes realizados no estado de SC, em 2010:

Córnea: 502
Rim (doador vivo): 52
Rim (doador falecido): 175
Coração: zero
Pâncreas: 6
Fígado (doador vivo): zero
Fígado (doador falecido): 87
Osso: 29
Esclera: 66
Medula óssea: 52
Total: 969


FILA DE ESPERA

A angústia de quem aguarda pelo transplante há quatro anos

As estatísticas de 2010 só provam que a lista de espera por um órgão ou tecido não tem expectativa de diminuir significativamente. Mesmo com 969 transplantes realizados durante o ano em Santa Catarina, 1741 ainda aguardam na fila de espera. Luiz Carlos Amorim, 51 anos, teve de se aposentar por invalidez há quatro anos. Desde então, ele é um dos 171 catarinenses que aguardam na fila por um fígado novo. Hoje, ele já está num estágio bastante delicado. Precisa fazer o transplante com urgência. A luta do aposentado é contra o relógio.
Já com problemas pra caminhar, Luiz não sai mais de casa. Passa os dias na cama ou no sofá. A falência do fígado está afetando todo o organismo do aposentado, que tem dificuldade até pra falar. “Eu não aguento mais essa espera, não sei por que demora tanto. Mas eu já disse pro homem lá de cima que eu não morro tão cedo”, brinca Luiz. Nos últimos três anos, duas vezes ele chegou ao hospital com hemorragia. A mulher dele, Glaucimeri Rebelo Pereira Amorim, 39 anos, conta que os médicos chegaram a afirmar que o marido não escaparia. “As duas vezes foi a mesma coisa, ele colocou muito sangue pela boca e os médicos me disseram que ele não sobreviveria mais que 24 horas. Mas viveu e ainda está aqui”, comemora a professora.
A angústia pelo transplante envolve a família inteira. Glaucimeri diz que não pode deixar o marido sozinho em casa. Ela não consegue mais dar aula o dia inteiro como antes, precisa se revezar com o filho de 17 anos pra acompanhar Luiz. “Na semana, ele fica um dia bem e seis dias muito mal. Além da fraqueza e da tontura, tem vezes que ele dá uns surtos e não sabe o que está fazendo. Já o encontrei mordendo o controle remoto da televisão porque achava que era comida”, conta Glaucimeri. Isso acontece porque o fígado de Luiz já não consegue mais se regenerar sozinho e as toxinas dos medicamentos que ele toma, às vezes, são absorvidas pelo cérebro.
Luiz diz que passa o dia inteiro esperando o telefone tocar pra dar a notícia de que conseguiram um fígado pra ele. Tão ruim quanto a angústia é a ilusão. “Em 2008, ligaram me dizendo que chegou a minha vez. Arrumei minha mala, estava todo empolgado. Antes que eu saísse de casa, telefonaram de novo pra dizer que não era compatível”, recorda o aposentado. Mas ele não dá sinais de que vá desistir. “Não vou tão cedo, minha mulher ainda vai ter muito que me aturar”, brinca Luiz, que é casado com Glaucimeri há 20 anos. Apesar do problema de saúde, na casa deles o bom humor reina.
Fraco, Luiz já não consegue se alimentar direito. Ele sofre, mas diz que o segredo pra suportar a situação é não ficar só pensando na doença. A mulher dele é quem segura as pontas. Glaucimeri corre atrás dos medicamentos, agenda as consultas e administra a casa. “É angustiante saber que ele está mal e eu não posso fazer nada, só esperar”, reclama a professora. Ela faz um apelo pra que as famílias que tiverem a possibilidade de autorizar a captação de órgãos não neguem a chance de outra pessoa sobreviver.

Debilitado, Luiz depende da ajuda da mulher enquanto espera outro Fígado.
VIDA NOVA

Uma segunda chance, graças à doação

Quem vê José Agostinho Felício plantando e colhendo aipim e cebolinhas na roça não imagina o que ele passou recentemente. O aposentado de 53 anos é um transplantado. Ao contrário de Luiz, Zé Agostinho ficou apenas sete meses na fila de espera por um transplante de fígado. Desde 1984 ele tinha hepatite B, no entanto, a doença nunca havia se agravado. Porém, há dois anos, ele começou a ficar com uma fraqueza incomum. Logo o médico o colocou na lista de espera pelo transplante. “O médico me mandou parar até de trabalhar, na época, porque eu poderia ter uma forte hemorragia a qualquer momento”, lembra Zé Agostinho.
No feriado de 7 de setembro do ano passado, o aposentado fez uma festança entre a família e amigos. Ele comemorou o aniversário de um ano do fígado novo. “Foi a festa de um ano de vida nova. E, se Deus quiser, por muito tempo vou continuar comemorando essa segunda chance que recebi”, comenta Zé Agostinho. Ele disse que superou a angústia da fila de espera com muita fé. O aposentado tinha tanta certeza que tudo daria certo, que em nenhum momento lhe passou pela cabeça que não conseguiria um fígado novo. “Depois que eu fiz a cirurgia, não tive nenhum tipo de rejeição. O transplante foi um sucesso”, comemora.
Zé Agostinho diz que vai passar essa corrente pra frente. “Se eu estiver no lugar de quem vai decidir se autoriza ou não que retirem os órgãos de alguém da família, com certeza direi sim. Da mesma forma, se acontecer comigo, minha família irá autorizar. Tem muita gente morrendo por falta de um órgão”, argumenta o aposentado. Ele diz que o mais importante é zelar pela vida do próximo. “Caso a família do meu doador não tivesse essa noção de amor, talvez eu não estivesse vivo”, ressalta.
Recentemente, Zé Agostinho viu os órgãos de um irmão apodrecerem pela demora na decisão de doar. “Mesmo depois de terem visto tudo que eu passei, a família do meu irmão ficou na dúvida se doava ou não. Quando resolveram autorizar, era tarde demais. Só deu pra aproveitar as córneas”, lamenta. Hoje, o aposentado é um grande divulgador da importância da doação de órgãos e tecidos. Seja na igreja ou na conversa com os amigos, Zé Agostinho está sempre falando ou entregando materiais informativos sobre o tema. Afinal, ele é a prova viva de que a solidariedade salva.
Agora, o aposentado não tem mais barreiras pra viver. Da fase ruim, a única coisa que restou foi a necessidade de tomar remédios diariamente e o cuidado com a alimentação. Fora isso, Zé Agostinho não tem mais limites. Além de passar o dia cuidando de sua plantação, ele faz natação e hidroginástica pela manhã e dá aula de dança gaúcha à noite. “Me ajudou o fato de eu não fumar, não beber e não ter nenhum tipo de vício. Hoje tenho uma saúde ótima”, destaca. Ele recebeu uma segunda chance e garante que aproveitará cada instante da nova vida.
Zé Agostinho transformou-se num grande divulgador da Doação de Órgãos.



Como posso ser doador?
Pra ser doador não é necessário deixar nada escrito, em nenhum documento, basta comunicar sua família do desejo de doar. A captação dos órgãos só é feita após a autorização da família.


Que tipos de doadores existem?
Doador vivo: pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e do pulmão. Pela lei, parentes até quarto grau e cônjuges podem ser doadores, caso contrário, somente com autorização judicial.
Doador falecido: são pacientes da unidade de terapia intensiva (UTI) com morte encefálica, geralmente vítimas de traumatismo craniano ou derrame cerebral. Ele pode doar o coração, pulmão, fígado, pâncreas, intestino, rim, córnea veia ossos, tendão e pele.

Pra quem vão os órgãos?
Pra pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em fila única, definida pela central de transplantes da secretaria de Saúde de cada estado, pelo sistema nacional do Ministério da Saúde.

Como se pode ter certeza do diagnóstico de morte encefálica?
Não existe dúvida. O diagnóstico da morte encefálica é regulamentado pelo conselho federal de medicina. Dois médicos de diferentes áreas examinam o paciente, sempre com a comprovação de um exame complementar.

Após a doação, o corpo fica deformado?
Não. A retirada dos órgãos é uma cirurgia como qualquer outra e o doador poderá ser velado normalmente.





domingo, 26 de setembro de 2010

DOE ÓRGÃOS NA XV e em qualquer lugar


















Multiplique vidas


Excelente participação dos parceiros Associação Pais e Amigos de Crianças Portadoras de Neoplasia, Hemosc/SC Blumenau, Secretaria Municipal da Saúde, Programa Municipal de DST, HIV/AIDS e Hepatites Virais (SAE-SMS-PMBlumenau), Centro Acadêmico de Enfermagem da FURB, Comissão Intra Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do Hospital Santa Isabel e ASCOM HSI.
Jorge, Hélio e Chacho transplantados, Reinaldo em fila.

Secretaria Municipal de Saúde e Casa de Apoio Crianças Portadoras Neoplasia

Importantíssimo apoio e divulgação pela imprensa da região de Blumenau.


Grupo Hércules e CIHDOTT Santa Isabel - Fisioterapeuta, Enfermeira e Psicóloga.  

Gratificante e empolgante a receptividade, compreensão e carinho do povo Blumenauense presente na Rua XV no Sábado (25/09/10) pela manhã.


Secr. Mun. Saúde, SAE, Hemosc, SC Transplantes :) e CAENF Furb.

Todas as expectativas foram superadas e o sentimento de dever bem cumprido ficou latente para todas as Entidades e pessoas participantes. Parcerias foram firmadas e outras solidificadas.




Obrigado!





terça-feira, 21 de setembro de 2010

DOE ÓRGÃOS NA XV

Solidariedade muda paisagem do centro de Blumenau

O sábado de sol que a previsão do tempo por enquanto confirma para o próximo fim de semana é um convite para a população sair de casa. Quem aceitar dar uma passeada pelo centro de Blumenau vai encontrar uma paisagem diferente do início da manhã até o começo da tarde, alterada pela Solidariedade.
Voluntários do Grupo Hércules uniram integrantes da Secretaria Municipal de Saúde, Programa Municipal de DST, HIV/AIDS e Hepatites Virais, da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do Hospital Santa Isabel, do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Blumenau (Hemosc),acadêmicos do curso de Enfermagem da Universidade Regional de Blumenau (Furb), da Associação Pais e Amigos das Crianças Portadoras de Neoplasia  e outras entidades interessadas, em uma ação para a divulgação da doação de órgãos e transplantes de fígado. Será no dia 25 de setembro, das 8h às 13h.
Dois Sentimentos - Paulo Govêa 

Um dos objetivos do Grupo é lembrar à população o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, comemorado no dia 27 de setembro. Além de esclarecimentos sobre doação de órgãos, nas tendas dispostas na praça Dr. Blumenau e em frente a Catedral São Paulo Apóstolo serão oferecidos testes rápidos de HIV, verificação de pressão arterial e orientações gerais sobre saúde.
Os integrantes do Grupo Hércules, que coordenam a ação, são transplantados cuja atividade inicial, em 2002, era orientar sobre a Hepatite C, doença que geralmente torna indispensável a realização de um transplante em quem é portador do vírus. Com a doença vinculada à necessidade de uma doação de órgãos, o Grupo trabalha também para incentivar as doações, desde 2008. “O transplante é uma técnica de alta complexidade, financiada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que precisa cada vez mais de doadores. É preciso educar e esclarecer a população desde cedo sobre a doação de órgãos”, diz a coordenadora do Grupo Hércules em Blumenau, Olga Marcondes.
Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos
Campanha 2010

Há cerca de 65 mil pessoas atualmente registradas no cadastro nacional aguardando por  um órgão. As filas de espera aumentam gradativamente, mas não há aumento na mesma proporção de doadores. Na maioria dos casos, porque as famílias se negam a doar os órgãos do parente que teve morte encefálica e não se declarou ser Doador. A falta de preparo das equipes que atuam nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI’s) contribui da mesma forma com os índices divergentes. “É necessário que os hospitais disponham de equipes preparadas para realizar a captação de órgãos”, reforça Olga. Uma vida para quem doa é muito. Mas uma vida para quem espera é tudo.

Serviço:
Ação pelo Dia Nacional da Doação de Órgãos
Data: 25 de setembro
Hora: 8h às 13h
Local: Praça Dr. Blumenau e em frente à Catedral São Paulo Apóstolo



sábado, 22 de maio de 2010

FALANDO DE TRANSPLANTE - Parte 5

Parte 5

O TELEFONE TOCOU.CHEGOU A HORA !!!


      Apesar de ansiarmos muito pelo chamado, o toque do telefone do hospital é apavorante! É um misto de felicidade e medo indescritível, só quem passou por esse momento é capaz de entender.
       De repente, tudo se torna real e, ao mesmo tempo, inseguro. É o tudo ou nada: você tanto pode resgatar sua vida como não.
       O mais angustiante dessa hora é o que dizer aos filhos. Será que eles sabem o suficiente de como os amamos? Será que  ficarão bem se não voltarmos mais? Quem saberá ouvi-los em suas aflições do cotidiano? E o pai? Será que terão paciência para escutá-lo e compreende-lo?
        Tudo isso se passou em frações de segundos quando recebemos o telefonema, no dia 6 de março de 2009, por volta das 21 horas. Foi o meu marido quem atendeu e percebi que era a Sol, enfermeira-chefe da CIHDOTT.
Sol !!!!
         Com toda sua delicadeza, Sol disse que havia chegado minha hora, que deveríamos fazer a internação até a meia noite daquele dia, mas tínhamos que estar também preparados para voltar. A retirada do órgão doador só iria acontecer por volta das 3 horas da madrugada e só então seria feita o exame  final de compatibilidade. Mas, enquanto isso, eu deveria ser preparada no hospital. Se tudo desse certo, o transplante aconteceria no início da manhã. Não era necessário levar nada, só os objetos de higiene pessoal.
      Ao desligar o telefone, nos abraçamos e choramos muito. Tinha chegado minha vez!  Possivelmente, a espera tinha acabado! 
     Passado o primeiro impacto -   e acalmada a dor de barriga  de ambos -  fomos dar a notícia às “crianças”: mais choradeira e dor no coração!
      Era necessário dar a noticia pelo telefone e despedir deles com otimismo, segurança, na esperança de que não ficassem assustados. Mas meu coração estava apertado. Para cada um em particular eu queria deixar um conselho, falar alguma coisa que os ajudassem em suas vidas, alguma coisa que só mãe consegue sentir em relação à cria. Não sei se consegui, por que chorei muito com todos eles.
       Ainda restava o meu marido. Quem iria estar com ele durante as horas de cirurgia? Como ele iria suportar sozinho, a espera e a angústia do resultado de uma cirurgia tão complexa?
       E a gente esquece que os filhos crescem e são capazes de decisões sobre nossas vidas!. Logo em seguida, meu filho Gustavo telefonou, anunciando que já estava providenciando sua vinda para Blumenau, de avião e que chegaria provavelmente durante a manhã seguinte, decisão tomada pelo três  filhos, para não deixar o pai sozinho. Como fiquei orgulhosa e agradecida, por filhos tão maravilhosos!
       Fizemos a internação às 23 horas, e tudo aconteceu com tinha sido dito. Mais exames, radiografias, lavagem, higiene pessoal com produtos específico para evitar infecção, etc.
       No Santa Isabel, existe um quarto específico de preparação para quem vai entrar para o transplante, onde tentamos relaxar um pouco durante as horas de  espera. Se nada fosse dito até o inicio da manhã, era sinal que o transplante seria feito. É lógico que mal conseguimos cochilar um pouco.
      É importante ressaltar que todo procedimento que envolve transplante no país é necessariamente feito pelo SUS (Sistema Único de Saúde), em qualquer Estado da União. No momento em que você escolhe o centro hospitalar e se cadastra em uma fila de espera, tudo é feito e gerenciado pelo SUS.
       No caso de Blumenau, foi feita uma ala só para transplantados de fígado e rins, que foi denominada de Clinica Nossa Senhora Aparecida, orgulho do Santa Isabel e com atendimento  de primeiro mundo, aos transplantados.


FINALMENTE, BARRIGA VERDE!


      Quase todas as pessoas me perguntam se conheço a família do doador. Apesar de parecer uma pergunta natural, ainda é uma pergunta que me incomoda, pois retrata uma idéia criada pela mídia de que isso é o procedimento normal, quando na verdade não é.
       Essa decisão da família doadora é feita em um momento de muita fragilidade, com seu ente querido ainda ali presente. Acredito que deva ocorrer um ato de amor extremo por aquela pessoa, de tal modo que ela possa contribuir para que outros vivam.
      A doação em Blumenau é feita com toda dignidade possível, de modo sigiloso, respeitando-se tanto o doador como o receptor. Não há por que tornar público esse ato doloroso para os dois lados.
      Todos os dias rezo pela família doadora, agradecendo a Deus, a oportunidade de ter recebido um pedaço de uma pessoa que, com certeza, foi muito amada.
       Fui para o centro cirúrgico as 08:30 horas do dia 7 de março de 2009. Nunca tremi tanto em minha vida. Me lembro apenas do anestesista se apresentando, e nada mais. Dormi paulista para acordar catarinense, ou barriga-verde, como são chamados.
       Meu marido conta que foram quase 9 horas de cirurgia. Durante esse tempo, meu filho Gustavo chegou, conseguindo, enfim, segurar a barra, junto do pai.
       Lembro vagamente de suas visitas ao começar a acordar, na UTI, e depois o rostinho da Nuana dizendo que tinha sido tudo um sucesso.
       Graças a Deus, tudo foi um sucesso mesmo. Fiquei praticamente 24 horas na UTI, quando o tempo médio é de três dias. Ainda meio grogue pela anestesia , lembro de como fiquei surpresa ao ver os olhos (verdes  ou azuis?) do Dr. Mauro Igreja, meu cirurgião e de pensar  como era jovem, ainda.
Máscara respiratória devido à baixa imunidade
        No quarto, que mais parecia uma suíte, fiquei 12 dias, sendo tratada com muita dedicação, carinho, por todos, desde a higienizadora, até residentes, médicos e o incansável grupo da CIHDOTT, criando uma camaradagem e amizade para o resto da vida.
        Quando estava para ter alta do hospital, minha filha Daniela veio de São Paulo com meu genro preferido, Lume, e a gracinha de minha vida, Nuno.
         Fui recebida no apartamento em grande festa, com uma sopinha de legumes feita por ela. Senti-me uma rainha.

Dia 19 de Maio de 2010
         Ficamos ainda em Blumenau por mais três meses, dando oportunidade para que o Marcelo, meu caçula, minha nora querida Fernanda, tão amiga e companheira do Gustavo,  pudessem ver como estávamos bem, e eu cada dia melhor , agora sem os olhos amarelos e a cor da pele voltando ao normal, depois de tantos anos de cor indefinida.
          Hoje estou com oito meses transplantada, com uma vida normal, comendo normalmente. Lógico, de uma maneira saudável, sem exageros em temperos e começando a estabelecer uma nova rotina de vida.
      Volto a cada três meses a Blumenau para controle dos imunossupressores que tomarei por toda a vida, mas feliz e com vontade de escrever uma nova historia para nossas vidas.
       Para todos aqueles que de alguma forma contribuíram para o resgate de minha vida, só posso dizer; QUE DEUS OS        ABENÇOE!



 Olga Marcondes, 57 anos, mas com oito meses de vida.
             Presidente Prudente ( SP ) Novembro de 2009






  Olga Marcondes
Repres. Grupo Hércules
em Blumenau/SC
Ex-Professora de História e Geografia
Transplantada Hepática há 1 ano e meio


Os transplantados Hepáticos do HSI se sentem meio blumenauenses e tem enorme carinho e gratidão à cidade de Blumenau/SC e sua população tão forte, querida e bela.
A colega Olga hoje reside em Blumenau/SC com seu marido e é importante  representante do Grupo Hércules.

agradecimentos:
www.hepcentro.com.br
www.adote.org.br
www.hepato.com
www.clicrbs.com.br/anoticia
//veja.abril.com.br
           














   

FALANDO DE TRANSPLANTE - Parte 4

Parte 4

OI, MENINAS.... CHEGUEI!


      Para minha maior comodidade, optamos por fazer os exames preliminares internada no Hospital Santa Isabel. Passaria por uma bateria de exames e entrevistas com a Equipe Técnica, a CIHDOTT, que significa, Comissão Intra Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes. Esta “equipe de anjas” é formada por, psicóloga( Rosi), enfermeira Chefe( Solange, mais conhecida por Sol), nutricionista (Emanuela  ou Manu), assistente social (Maria) e a mãe, irmã, amiga da pesada, a secretária dessa Equipe, a chorona Rosana, além da fisioterapeuta( Nuana).
Congresso de Transplantes da ABTO - Florianópolis/SC

      A função principal dessa Equipe é informar,  orientar o paciente e sua família a respeito do que é e como será o transplante, de tal modo que não haja duvidas tanto sobre o procedimento como sobre as dificuldades e riscos de uma cirurgia de grande porte como o transplante.
       Essas informações, que, no fundo, são assustadoras, mesmo para aqueles que têm uma visão geral, são passadas sem pressa, com carinho, respeito, no tempo de cada paciente,  de modo que todos estejam preparados também para o fracasso.
       É fundamental que o candidato ao transplante esteja preparado para, depois de uma espera, que pode ser longa, ao ser chamado, passar por outra bateria de exames, lavagem intestinal, enquanto o fígado doador é examinado - e  pode não servir para o seu caso.  Aí ele irá embora e voltará para a fila novamente. É muita pressão!
       Não é preciso dizer que foi amor, empatia à primeira vista, com toda essa equipe maravilhosa, que nos acolheu,  desde o início, com o maior carinho.
        Agora, devidamente inscritos na lista de espera de Santa Catarina, fomos direto para um pequeno apartamento que alugamos, em princípio,  por  três meses.
        Foi muito fácil nos adaptarmos a Blumenau e criar uma nova rotina de vida, coisa ultra importante para quem vai literalmente ficar na espera.
       Já no Hospital, contratamos os serviços da fisioterapeuta Nuana, que iria em casa trabalhar para que eu ganhasse condicionamento físico, a fim de enfrentar as horas de cirurgia  e internação. E ai ganhei uma nova filha, pois ela é tudo de bom, além de uma excelente fonte de informações sobre onde comprar,  comer bem e barato em Blumenau. Qualquer duvida, disque Nuana!
        Esperávamos com ansiedade suas visitas pois eram sempre muito divertidas transmitindo otimismo, confiança, carinho que tenho certeza ultrapassavam seus serviços profissionais. Tenho por ela e seu marido uma profunda amizade e já me sinto como avó da futura Helena, com muito orgulho!
        Pode parecer trágico, mas, graças a Deus, continuava amarelando, sinal que as bilirrubinas estavam aumentando e, logicamente, o Meld,  também. Tinha medo que ele começasse  abaixar, o que significaria recuo na lista. Enfim, vamos esperar e bordar !
      Não posso deixar de falar sobre uma nova irmã que ganhei, também transplantada, que é um símbolo de otimismo, uma guerreira, a minha querida Vicência. O relato de sua condição de saúde e a verdadeira saga de visitação que os seus quatro filhos empreenderam foram sempre um banho de ensinamento de que   podemos tudo, é só não desistir.  Tanto ela como seus filhos nos adotaram como seus parentes, do que muito nos orgulhamos.



CASAL PROPAGANDA? POR QUE NÃO !

  
      Acredito que a escolha por Blumenau teve os dedos de Deus desde o começo. Na véspera de fecharmos a casa, meu marido foi se despedir dos vizinhos e contar que passaríamos um tempo indeterminado fora, pedindo o auxilio de todos na guarda de nossa casa e, principalmente, suas orações. Qual não foi nossa surpresa ao saber que um deles tinha uma prima que trabalhava inclusive nesse hospital, como enfermeira. Ele não sabia ao certo qual era sua função, mas se dispôs a entrar em contato com ela informando-a de nossa ida.
      Nosso espanto maior, foi que dali a poucos minutos ela mesma nos ligou, dizendo seu nome, Márcia, e que era Diretora de Enfermagem do Hospital Santa Isabel.
      Meu Deus, isto nos pareceu um sinal de que tínhamos tomado a decisão certa! Graças à sua orientação não concluímos um acordo de aluguel por telefone, que tínhamos começado.
     Toda essa informação, de onde e como se instalar, é feita pela equipe de assistência social, já que o transplantado tem uma série de restrições a ambientes domésticos. Não pode com carpete, cortinas, limpeza com pano úmido deve ser diária etc. Iríamos entrar numa fria se tivéssemos alugado qualquer coisa sem saber dessas regras.
       Seu Marcondes, meu marido, é uma pessoa alegre, comunicativa, dinâmica, além de uma voz digna de Jornal Nacional, e a amizade com a Márcia foi instantânea, que também é uma pessoa muito ativa. Através dela, passamos a ser convidados para todos os eventos do Hospital. Até demos uma entrevista para a revista Veja sobre a espera na fila e nossa opção por Blumenau. Parte dessa entrevista foi publicada na edição de oito de abril de 2009 sobre o título de (Transplantes, como você ganha com eles) com um destaque especial para Blumenau, na reportagem de Adriana Lopes, (Uma história de dedicação e sucesso) -  Como Santa Catarina se transformou no Estado Brasileiro com o maior numero de doadores efetivos de órgãos.)
      A partir dessa data, passamos a ser conhecidos como casal propaganda do Hospital Santa Isabel!  Gente fina é outra coisa, não!?