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sexta-feira, 25 de março de 2011

Endemicidade das Hepatites Virais em SC

Hepatites B e C em Santa Catarina

O Estado de Santa Catarina possui, em proporção ao número de habitantes, um nível alarmante de endemicidade das hepatites B e C.

No litoral, mais especificamente, na Região do Vale do Itajaí, incluindo Blumenau e entorno, passando pela Grande Florianópolis, seguindo até Criciúma (Sul do Estado), os números de detecções projetam situação preocupante, para os próximos anos, no que concerne ao vírus C (HCV). Conforme ilustração abaixo:
Hepatite C em SC - Fonte: Dive-PEHV/SC
De outra parte, na Região Oeste de SC a incidência do vírus B (HBV) só se compara ao Norte do País, na Região Amazônica, sendo que o número de contaminados caracteriza a Região, como a segunda Zona Endêmica no “Ranking” Nacional. Vide o mapa que segue:
Hepatite B em SC - Fonte: DIVE-PEHV/SC
E por último, o quadro de co-infecções com HIV, que não apresenta panorama mais otimista.
Co-infecção HIV/HV em SC - Fonte: DIVE-PEHV/SC

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

CAMPANHA DE VACINAÇÃO DE HEPATITE B

FLORIANÓPOLIS LUTA CONTRA O PRECONCEITO E CONTRA O VÍRUS DA HEPATITE B

Informação é o melhor remédio, mas a Vacina é fundamental
Foi realizada Campanha de Vacinação contra Hepatite B e Tétano no dia 31 de Agosto de 2010 no espaço entre o mercado Público Municipal e o Terminal Integrado do Centro (TICEN) numa iniciativa da Comissão Municipal de AIDS (CMAIDS) aproveitando a Semana da Diversidade.
A vacina da Hepatite B é feita em três doses e previne uma patologia que não tem cura, de tratamento difícil e permanente.
Ela pode levar à Cirrose Hepática, ao Câncer de Fígado e ao Transplante de Fígado.

A vacina é indicada também aos transplantados hepáticos.

Mariana, um transplantado e portador de hepatite C e o Jaques 

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Hepatite C - Diario Catarinense 5

Saúde

28/07/2010
19h30min

http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18§ion=Geral&newsID=a2986604.htm

Hepatite C é a que causa mais mortes entre os quatro tipos da doença

Em 2009, foram confirmados 9,954 mil casos da doença

A hepatite C é a doença que causa o maior número de óbitos entre todos os tipos de hepatite, de acordo com dados divulgados nesta pelo Ministério da Saúde, em razão do Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais. Segundo a diretora do Departamento de DST/Aids do ministério, Mariângela Simão, mais de 70% dos casos desse tipo de hepatite se tornam crônicos.



— Os grupos que são atingidos pela hepatite C são grupos mais velhos, em especial por transfusão sanguínea. Essa hepatite é silenciosa e, em 70% dos casos, se tornam crônicos. Além disso, não há uma vacina disponível no mundo contra ela — disse.



Em 2009 foram confirmados no Brasil 9.794 casos de hepatite C e em 2008 foram 9.954 casos. Grande parte desses casos se concentram na faixa etária dos 50 aos 59 anos, que foram contaminados por meio de seringas não esterilizadas e transfusão de sangue feitas até 1993, quando não havia sido inciado teste para hepatite.
blog Jaleco Branco



Outro tipo de hepatite que também tem preocupado é a hepatite B, na qual cerca de 90% a 95% dos casos se tornam crônicos*. Esse tipo de hepatite atinge principalmente a faixa etária entre 20 e 59 anos. No ano passado foram confirmados 14.601 casos da doença no Brasil, que pode ser evitada por meio de vacina, encontrada em toda a rede pública de saúde.



A hepatite B normalmente é transmitida por meio de relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de agulhas e seringas contaminadas, objetos de manicure não esterilizados entre outras. Ela pode ser evitada por meio de vacina, que é aplicada em três doses até os 19 anos, pelo uso de camisinha e esterilização de objetos.



Em relação à hepatite A, foram registrados no país ano passado 10.383 casos da doença, que atinge principalmente a faixa etária de até os 12 anos de idade. A principal forma de contagio é por meio da água contaminada, alimentos mal lavados, mãos mal lavadas ou sujas de fezes ou objetos contaminados. Ela pode ser evitada por meio de vacina.



A hepatite D foi a que teve o menor número de casos confirmados no Brasil no ano passado, com 242 casos. Ela normalmente ocorre em conjunto com a hepatite B, pois o vírus da hepatite D usa uma proteína do vírus da hepatite B para poder se desenvolver. A hepatite D é adquirida pelo mesmo modo que a hepatite B e o tratamento indicado é o mesmo para esses dois tipos da doença. A vacina contra esse tipo de hepatite é o mesmo para o tipo B.



AGÊNCIA BRASIL

* Alterado por nós em rela,cão à reportagem original.

Hepatite C - Diario Catarinense 4

30 de julho de 2010 | N° 8882AlertaVoltar para a edição de hoje

HEPATITE B

Vacinação será ampliada

A faixa etária para a vacinação contra a hepatite B oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) será ampliada. Atualmente, a idade vai de zero a 19 anos. Em 2011, de acordo com o Ministério da Saúde, a imunização será oferecida também para a faixa de 20 a 24 anos. Em 2012, deve atingir a faixa entre 25 e 29 anos.

De 1999 a 2009, 96 mil pessoas contraíram a doença, e 5.079 morreram. Segundo o Ministério da Saúde, após tomar as três doses, mais de 90% dos adultos jovens e 95% das crianças e adolescentes ficam imunizados contra a hepatite B.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Hepatite C – Doença Negligenciada


Segundo estatísticas oficiais, existem atualmente no Brasil mais de 5,5 milhões de infectados com as hepatites B e C
 Carlos Varaldo *

Estima-se que um dos maiores desafios da área de saúde pública brasileira nos próximos anos será o crescimento dos transplantes hepáticos conseqüentes das hepatites crônicas.

Segundo estatísticas oficiais, existem atualmente no Brasil mais de 5,5 milhões de cidadãos infectados com as hepatites B e C. O número, por si só, já preocupa, mas há um agravante: 95% dessas pessoas desconhecem que estão doentes. A falta de conhecimento contribui para que a doença evolua para um quadro clínico de cirrose e câncer de fígado. Se tratada em tempo, a hepatite C tem cura em mais de 60% dos casos.

Um em cada quatro desses brasileiros, se não diagnosticado, estará perdendo, em média, 17 anos da sua vida. Nesses casos, as mortes relacionadas a problemas decorrentes das hepatites ocorrem com, aproximadamente, 56 anos de idade. Atualmente, 1 em cada 350 pacientes infectados com hepatite C recebe algum tipo de tratamento e, no caso da hepatite B, o índice é ainda pior, pois somente um em cada 900 pacientes infectados recebe tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).

Criado em 1988, o SUS tem como objetivo universalizar os serviços relacionados à saúde da população. Contudo, mesmo completando mais de duas décadas de implantação, o SUS ainda tem problemas a serem equacionados. Entre os seus maiores déficits, estão a falta de diagnóstico das hepatites e os tratamentos obsoletos e pouco eficazes. Há também quem seja diagnosticado, mas encontra dificuldades no SUS para ser tratado.

Outro ponto a se discutir é o estigma que envolve os pacientes com hepatite. As pessoas tendem a achar que apenas drogados e promíscuos estão entre os infectados. Se você não se encaixa nesses perfis, achará que não tem a necessidade de fazer o teste, pois não corre riscos.

O maior número de infectados se encontra na faixa entre 35 e 50 anos. A média de idade do grupo de risco se explica pela formação médica, já que os profissionais dos anos 90 não estudaram a enfermidade, que não apresenta sintomas, dificultando assim o seu diagnóstico. Antes de 1993, a forma mais comum de contágio era pela transfussão, quando as bolsas de sangue não passavam por checagem de hepatite.

Motivo de discussões há tempos, em ano de eleição os questionamentos sobre a saúde pública são ainda mais pertinentes. Como representante de milhões de infectados e seus familiares e falando em nome do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite, pergunto aos presidenciáveis: qual será sua proposta de governo para tratar da questão do diagnóstico e tratamento das hepatites B e C? Já está mais do que na hora de nossos representantes olharem para essa doença que afeta cada vez mais brasileiros.

* Carlos Varaldo
Presidente do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite

28 de Julho DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA AS HEPATITES VIRAIS


Durante Assembléia realizada em maio último, a Organização Mundial de Saúde (OMS) instituiu a data de 28 de julho, como o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais.
Até então, somente o Dia Internacional de Divulgação da Hepatite C era celebrado, no 3º domingo de maio, pelos Movimentos da Sociedade Civil Contra o Vírus HCV.
A partir deste ano, em 28 de julho, muitas Organizações Não Governamentais (ONGs) do Mundo passarão a realizar ações pela Luta Contra as Hepatites Virais. Mais especificamente, às hepatites B e C.

Tais Organizações da Sociedade Civil (OSCs) farão Campanhas de Divulgação, debates e outras manifestações no sentido de alertar a todos sobre a existência e perigos decorrentes da chamada Epidemia Silenciosa. Ambas as hepatites B e C, são assim denominadas, devido a imensa proporção que tomou, chegando a tratar-se de uma “pandemia” que se alastra pelo mundo, atingindo aproximadamente, 210 milhões de pessoas que não sabem que são portadoras, por desconhecimento sobre o assunto e por não apresentarem sintomas específicos.

domingo, 7 de março de 2010

Resposta da SBH sobre o conceito de hepatopatia grave

Foi rápida e acertada a resposta enviada pelo presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia – SBH, Dr. Raymundo Paraná, a qual agradecemos e divulgamos na integra.

É reconfortante ver que o e-mail de ontem com o tema “Portadores de doença pulmonar e de Hepatite B e C podem NÃO ter mesmos benefícios concedidos aos portadores da AIDS” causou imediata repercussão, provocando a abertura da discussão com o intuito de se encontrar um novo conceito de hepatopatia grave.

No texto, o Dr. Paraná concorda que uma equação como o MELD é falha por não incluir situações como encefalopatia, além de outras mais como o prurido, doença pulmonar e a fadiga incapacitante e, ainda, devemos incluir nessa lista a depressão, a irritabilidade, a baixa produção de plaquetas, etc. etc..

O MELD avalia a expectativa do tempo de vida do paciente, não a qualidade de vida ou sua capacidade produtiva (laborativa), por isso é errado utilizar somente o MELD para fins de avaliar se o paciente pode trabalhar ou deve ser afastado.

Concordo que o erro partiu do PNHV em 2005 quando solicitou por oficio a SBH à realização do conceito de hepatopatia grave, sem ter aberto a discussão as outras especialidades médicas que certamente deveriam ter sido ouvidas, inclusive as associações de pacientes.

Agora parece que no ministério da saúde ninguém e o pai da criança, ninguém quer assumir o compromisso de reaver o conceito de hepatopatia grave. Fico feliz de saber que a SBH vai oficiar o ministério solicitando uma revisão. As ONGs, com certeza, também estarão se mobilizando solicitando a revisão ao Programa DST/AIDS/Hepatites, a SVS e a SAS, para que seja realizada uma consulta pública a todas as sociedades médicas e grupos de pacientes e, com isso, redigir um conceito de hepatopatia grave que atenda a sua real finalidade, que é a de aposentar quem realmente não possui condições de realizar uma atividade produtiva e, que hoje, por culpa das constantes consultas médicas e demitido de seu trabalho acabando desempregado e sem recursos para uma vida digna.

Obrigado Dr. Paraná pela sua pronta resposta e sua demonstração de realmente querer mudar o conceito de hepatopatia grave. A união das sociedades médicas e das ONGs na pressão a ser exercida perante o ministério da saúde certamente redundará em mudanças no atual conceito de hepatopatia grave.

Desculpem a acidez do texto de ontem, mas empregamos aquele velho refrão que diz que algumas vezes e necessário cutucar o leão com a vara curta para que exista alguma reação. Passados cinco anos da reivindicação pela mudança do texto a diplomacia já não mais funciona, sendo necessário se atuar de forma mais agressiva, ainda que isso cause atritos e criticas.

Carlos Varaldo
Grupo Otimismo






Segue o texto da SBH:


Prezado Sr Varaldo

Solicito que passe este e-mail para todos aqueles que o Senhor Passou o e-mail anterior. Isso faz parte do jogo democrático aberto, limpo, transparente dos que querem corrigir as distorções. Acredito que tanto eu, representando a SBH, quanto o senhor, representando parte da sociedade civil, temos o mesmo objetivo.

A SBH não é orgão deliberativo. Só pode atuar como orgão consultivo. Não tem poderes para mudar leis. Portanto, só poderá fazer algo se solictado pelas autoridades competentes. Em 2005 foi isso o que aconteceu. Pediram à diretoria da SBH naquela época que definisse o que é hepatopatia grave. O MELD foi utilizado, suponho, por se tratar de um escore de prognóstico. O paciente com MELD 15 não está com o pé na cova, mas já possui limitações que permitirão o seu acompanhamento em direção ao transplante (INICIAL), embora , na prática, todos saibamos que o seu transplante só se dará com mais alguns pontos adquiridos durante o seu acompanhamento em lista.

A definição de hepatopatia grave é complexa, até porque há, de ambos lados, há pressões para alargar ou estreitar o espectro desta definição. Se amplo demais seria injusto para todo o país, além de moralmente duvidoso e éticamente indecente. Não se pode excluir pessoas produtivas da cadeia de contribuição social, para que outros contribuintes os sustentem. Da outra parte, se estreitarmos o gargalo, seria injusto a ponto de penalizar os que estão doentes e incapacitados por conta de uma equação como o MELD que é falha por não incluir situações como esta que o senhor colocou (encefalopatia), além de outras mais como o prurido, doença pulmonar e a fadiga incapacitante.

Todos concordamos que devemos aprimorar estes critérios e melhor definir as situações especiais, mas é necessário que a SBH seja consultada pelos orgãos competentes, inclusive o Ministério Público Federal.

A questão já foi levada às instancias competentes, através de consultas que a SBH respondeu a pedido da justiça e do Ministério Público. Nestes prcessos foram colocadas com clareza a delicadeza da situação e a necessidade de análise individual do caso.

Não sei qual o escopo de atuação do Ministério da Saúde neste quesito, mas seguramente o assunto já foi discutido nesta instituição. A SBH fará uma carta à Previdencia social e ao ministério da Fazenda com o fito de provocar uma nova avaliação do tema, mas, REPITO, não há poderes da SBH para mudar leis e resoluções.

Portanto, a definição conceitual de hepatopatia grave não deixou de ser correta, pois aplicou um escore validado internacionalmente. A forma como este conceito é utilizado não compete a SBH. Repito, em qualquer lugar do mundo, se questionado sobre conceitos de hepatopatia grave, os escores de MELD e de Child-Pugh serão aqueles utilizados na definição, pois, mesmos com as falhas, são internacionalmente validados e simplificam uma complexa questão. Em contrapartida, é preciso dar espaço às situações especiais e para isso a SBH vai lutar por estar em defesa do que é justo e correto para a população BRASILEIRA.

Portanto, a SBH e as ONGs estão do mesmo lado, nesta árdua luta. A SBH foi e continua sendo responsavel por muitos avanços que permitiram atendimento digno aos portadores de hepatites deste país. A SBH tem longa histtória de luta na defesa dos portadores de hepatites virais no país, além de ter a TOTAL RESPONSABILIDADE por este assunto (Hepatites Virais) ter sido um dia trazido a pauta de discussão do Ministério da Saúde. Se temos hoje uma estrutura no serviço público para atender pacientes portadores de hepatites, pode ter certeza que se deveu UNICA E EXCLUSIVAMENTE às ações de membros da SBH. Assim , não há sentido em se passar uma ideia irreal de que a SBH possa ter o objetivo de prejudicar pacientes. Tenho certeza que o senhor sabe que não é isso o que acontece, portanto nos seus justos textos em defesa da causa, peço-lhe que tenha cuidado para não macular, mesmo não intencionalmente, uma história de lutas da SBH. Muitas vezes somos traídos pelo nosso entusiasmo e não percebemos alguns excessos que cometemos.

Tenha certeza que a SBH estrá com as ONGs nesta luta para aprimorar e melhor definir os critérios de hepatopatia grave. Estaremos justos nesta e em outras lutas em defesa da cidadania Brasileira.

Atenciosamente,

Raymundo Paraná
Presidente da SBH